segunda-feira, dezembro 25, 2006

Ilhas de Nanja


A geografia dos teus braços... imagino assim:
Igualzinha aos braços do mar... Estando, viagem.
Basta me espichar até os extremos do teu corpo e percorrer o mundo.
Na tua altura meu limite, nos teus braços minha liberdade.
É que sonho, moço!
E quem viveu sempre à beira, nas impossibilidades...por um quase e por um instante, sabe esperar maré cheia ir além do quebra-mar. E Temperar os passos.
Abre teus braços porque só sei chegar assim, como quem se lança.
E sei ser toda no abraço. E há tanto amor aqui. Mal cabe nos 1,67 m meus de tão exagerado. Esse moço que se demora em chegar! Há de ter nos olhos a saudade de quem também viveu a me esperar e a pupila dilatada assim em di-amante, brilho de quem tem nas mãos a preciosidade do mundo. E me abraçar com ternura e com vontade, e se fazer abrigo e me fazer vibrar. E que nossas almas saibam dançar... e no olhar nos compreender. E nos dias de chuva, a palavra sincera de amor faça-se gesto e o sol volte a brilhar. Suas mãos na minha, segurança no passo. Amor assim que faz desabrochar. Amor pra toda vida.
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Cecília Braga

2 comentários:

mayara disse...

"quando todos os pedaços dos dois, sem faltar nenhum, se ajeitaram num mesmo espaço, e as duas bocas, enquanto separadas, murmuraram bobagens importantíssimas, e os dois pensamentos conheceram juntos lugares que não existem"

Pri disse...

Que lindo!